Guia do Labirinto do Corpo

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07/abril/2011

propriocepção: Você sabe o que é?

Atenção e interesse especial são dedicados ao papel da propriocepção na prevenção e tratamento dos entorses do tornozelo e pé.

Propriocepção é o termo utilizado para descrever a produção neural originada nos músculos, articulações, tendões e tecidos profundos e que nos dá a sensação e referência de posicionamento e movimento articulares. A propriocepção é mediada por receptores, “sensores”, que se localizam nas estruturas citadas, traduzindo as deformações mecânicas em sinais neurais que modulam respostas conscientes e inconscientes e que conferem coordenação e harmonia aos movimentos com consequente proteção articular.

A propriocepção pode ser desenvolvida e treinada a partir de exercícios de equilíbrio com diferentes variações no apoio, desequilíbrios e diferentes estímulos visuais. A variação nos tipos de terreno e estabilidade da superfície, além de variações na velocidade e direção da corrida, são alternativas para o treinamento de propriocepção do corredor.
 

Um maior número de informações e estímulos proprioceptivos podem ser alcançados com a utilização de equipamentos que permitem o aumento e controle da dificuldade de forma programada e evolutiva.
O treinamento de propriocepção portanto pode ser preventivo para entorses e estimulador no seu treino. Converse com o seu técnico. E cuidado onde você corre!

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01/abril/2011

Fraturas por stress

O osso reage à carga com aumento da atividade de absorção celular interna, seguida por atividade formadora de massa óssea.
Uma elevação abrupta na duração, intensidade ou freqüência da atividade física e conseqüente sobrecarga sem um período adequado de descanso pode resultar em desequilíbrio desse mecanismo de formação-reabsorção ósseo, resultando na conhecida e temida “fratura de stress” ou fratura por fadiga do atleta.
As fraturas por stress resultantes da sobrecarga são freqüentemente evidenciadas nos atletas e respondem por cerca de 15% das lesões esportivas. Investigações clínicas sugerem que estas fraturas são comuns em atividades de impacto que envolvam corrida e saltos, sendo portanto mais comuns nos ossos das extremidades inferiores. Essas lesões podem também ocorrer em ossos que não são de carga, como ossos da mão e costelas (golfe e remo).
O atletismo e a dança estão entre as modalidades onde são expressivos os números de fraturas por stress.Várias teorias procuram explicar as causas e suas associações na gênese das fra-turas por stress nos atletas, uma vez que fatores intrínsecos (distúrbios alimentares, hormonais e lesões prévias) e fatores extrínsecos (tipo de piso onde se pratica a modalidade e calçados esportivos), além do incremento de carga ou periodização de treinamentos e competições, estão diretamente envolvidos.
Não se tem claro e definido se a idade é fator determinante no desenvolvimento das fraturas por stress; alguns trabalhos indicam que a mudança da qualidade óssea no idoso pode ser um fator predisponente, e outros trabalhos indicam que a maturidade e densidade óssea do adulto resulta em vantagem em relação aos jovens e adolescentes. Um dado relevante é o de que as mulheres têm uma maior predisposição segundo estudos estatísticos.
O diagnóstico precoce desta lesão é determinante no tratamento e na sua duração.
O tempo de recuperação varia nos atletas, uma vez que nele influenciam, além da condição clínica do indivíduo, o estágio clínico e o sítio anatômico da lesão.
Em geral nas fraturas da tíbia (osso da perna), a mais comum em corredores e saltadores, o tempo de recuperação ultrapassa os 2 meses. Já as fraturas dos metatársicos (ossos do pé), também freqüentes em corredores e bailarinas, têm geralmente evolução mais rápida.
O retorno do atleta aos treinamentos e competições deve ser gradativo e livre de dor.
Os programas de prevenção da lesão resultam de estudos da anatomia, biomecânica e fisiologia, além do estudo da modalidade e da ciência do treinamento e dentre as medidas profiláticas para fraturas por stress pode-se citar: o treinamento periodizado e personalizado, atenção com o piso onde se pratica a modalidade priorizando superfícies que permitam melhor distribuição de carga e menor ação de retorno de forças, calçados adequados para modalidade, cuidados com alimentação, diálogo com seu técnico e proximidade com seu médico.

Dr. Felipe Alloza
Mestre em ortopedia e traumatologia, especialista em medicina esportiva, médico assistente do Centro de Traumatologia do Esporte (CETE) da UNIFESP-EPM
 

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01/abril/2011

Efeitos da atividade física (AF) nos idosos

A prática da AF é recomendada para manter e melhorar a densidade mineral óssea e prevenir a perda de massa óssea. A AF regular exerce efeito positivo na preservação da massa óssea. Entretanto, ele não deve ser considerado como um substituto da terapia de reposição hormonal. A associação entre tratamento medicamentoso e AF é uma excelente maneira de prevenir fraturas.
A AF regular melhora a força, a massa muscular e a flexibilidade articular, notada em indivíduos acima de 50 anos. A treinabilidade do idoso (a capacidade de adaptação fisiológica ao exercício) não difere da de indivíduos mais jovens.

A AF se constitui em um excelente instrumento de saúde em qualquer faixa etária, em especial no idoso, induzindo várias adaptações fisiológicas e psicológicas, tais como:
• aumento do VO2 máx
• maiores benefícios circulatórios periféricos
• aumento da massa muscular
• melhor controle da glicemia
• melhora do perfil lipídico
• redução do peso corporal
• melhor controle da pressão arterial de repouso
• melhora da função pulmonar
• melhora do equilíbrio e da marcha
• menor dependência para realização de atividades diárias.

Alterações músculo-esqueléticas no idoso
O sistema neuromuscular no homem alcança sua maturação plena entre 20 e 30 anos de idade. Entre a 3ª e 4ª década, a força máxima permanece estável ou com reduções pouco significativas. Em torno dos 60 anos é observada uma redução da força máxima muscular entre 30 e 40%, o que corresponde a uma perda de força de cerca de 6% por década, dos 35 aos 50 anos de idade e, a partir daí, 10% por década.

Dr. Felipe Alloza -
Mestre em ortopedia e traumatologia, especialista em medicina esportiva, médico assistente do Centro de Traumatologia do Esporte (CETE) da UNIFESP-EPM

Fonte: Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia: Atividade Física e Saúde no Idoso.

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29/março/2011

Corpo humano, a máquina do esporte

Esqueleto

O esqueleto humano é o conjunto de ossos, cartilagens e ligamentos que se interligam para formar o arcabouço do corpo. Forma as alavancas para os movimentos e protege os órgãos nobres como cérebro, coração e pulmões.
O esqueleto pode ser dividido em esqueleto axial (crânio e coluna) e esqueleto apendicular (ossos dos membros). Seu desenvolvimento se inicia com a maturação que é a metamorfose do esqueleto imaturo (cartilagíneo do feto) para maduro (ósseo do adulto).
Os ossos são estruturas rígidas que têm resistência de tensão e compressão em grandezas similares e podem suportar cargas estáticas e dinâmicas muitas vezes maiores que o peso do corpo. A rigidez do osso resulta da deposição no seu interior de substância mineral que é responsável por cerca de 60% do peso do osso.
A cartilagem é uma parte integrante dos ossos que é resistente e elástica. A cartilagem é pobre em vasos e não tem inervação.
As popularmente conhecidas “juntas” correspondem às estruturas anatômicas descritas como junturas ou articulações, que nada mais são do que as conexões existentes entre as partes rígidas do esqueleto acima descritas: ossos e cartilagem.
As articulações são muito importantes na prática esportiva. São construídas de maneira a permitir grande variedade de movimentos, em diferentes planos e com amplitudes diversas, conforme a sua função (ombro, joelho, tornozelo). Nas articulações, as superfícies dos ossos ficam cobertas por cartilagem e envoltas por uma cápsula que contém o chamado líquido sinovial. A cartilagem articular proporciona um revestimento dos ossos distribuindo melhor as forças na articulação. Os ligamentos são estruturas que estão ao redor ou no interior das articulações e conferem a estas a estabilidade necessária nos diferentes movimentos dos diferentes gestos esportivos.

Cartilagem
O impacto brusco e vigoroso e a sobrecarga articular, além de entorses articulares, podem danificar a articulação de forma silenciosa e alterar as propriedades biomecânicas desse revestimento. A cartilagem tem uma capacidade limitada para restauração e regeneração. Pesquisadores e cirurgiões têm desenvolvido métodos para preservá-la ou substituí-la, quando necessário e possível, por meio de transplantes ou implantes cirúrgicos da área danificada.
Não está estabelecido se a prática regular de exercícios pode prevenir, retardar ou reverter qualquer das mudanças degenerativas da cartilagem, desencadeadas por volta dos 30 a 40 anos de idade. Alguns estudos realizados com jovens e adultos têm demonstrado que a prática mo-derada de exercícios não resulta em alteração significativa da cartilagem, nem tampouco em maior índice de sintomas por desgaste articular. Sendo evidente, ainda, que os benefícios do exercício bem aplicado são capazes de resultar em melhor qualidade de vida e desempenho.

Dr. Felipe Alloza
Mestre em ortopedia e traumatologia, especialista em medicina esportiva, médico assistente do Centro de Traumatologia do Esporte (CETE) da UNIFESP-EPM

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José Favilla - consultor têxtil Santaconstancia
02/dezembro/2010

A grande evolução dos tecidos tecnológicos

 

O recente avanço, tanto para o público feminino como masculino, chama-se recuperação. O corpo humano não é uma máquina e a conscientização de que ele não consegue suportar esforços sem a uma preparação adequada, alimentação balanceada e repouso para sua recuperação vem sendo gradativamente orientada pelos profissionais que diretamente atuam com os atletas praticantes de atividades físicas.

Os tecidos tecnológicos sempre objetivaram maximizar o conforto e a interação do corpo com o ambiente. O atual desafio é auxiliar o atleta ou amador a atingir, ao longo do tempo, um nível de desempenho satisfatório e regular sem o dispêndio desnecessário de energia além da adequada para determinada prática ou competição, bem como em sua rápida recuperação. O primeiro produto da Santaconstancia a preocupar-se com essa nova necessidade foi o Sportiva® Pro para uso durante as atividades e mais recentemente o Recovery® para ser vestido em momentos de aquecimento, após treinos ou competições.

Atualmente, os praticantes amadores têm dedicado grandes esforços em melhorar rapidamente suas marcas e buscam como referência os atletas profissionais. Em provas oficiais, muitos deles chegam a competir em igualdade com experientes competidores e nessas circunstâncias, a combinação de trabalho, treino e outras atividades muitas vezes os conduz a lesões ou problemas de saúde que poderiam ser evitados com um correto entendimento da máquina humana, seus limites e necessidades. Estar sempre com um profissional do esporte ao seu lado é o primeiro passo para uma prática saudável e duradoura. Escolher os melhores equipamentos, incluindo os tecidos mais adequados para cada situação, também é uma decisão sensata e recomendável.

José Favilla - consultor têxtil Santaconstancia
José Favilla - consultor têxtil Santaconstancia
02/dezembro/2010

Os benefícios da compressão em suas diferentes versões

 

Um tecido adequado para as práticas esportivas femininas deve propiciar sustentação das mamas, mantendo coxas e glúteos firmes e não marcar, que na linguagem feminina significa ocultar eventuais sinais da vilã celulite ou gorduras localizadas. Para propósitos como esses, os tecidos devem ter um efeito de sustentação, isto é, com moderada compressão como o Eclet Plus®. Caso o clima seja muito quente, versões mais leves, como o Authentic®, têm preferência das consumidoras.

Começando uma caminhada ou em práticas mais moderadas, roupas com menos benefícios tecnológicos são perfeitamente aceitas, porém devem ter conforto e liberdade de movimento como atributos obrigatórios.

Com maior poder de compressão, o tecido Ultra® é o preferido daquelas que desejam efeito firmador nas pernas e seios e ter mais segurança durante a prática. É ideal também em climas mais frios. Essa tecnologia de compressão agrega um efeito firmador; os estudos têm comprovado sua eficácia na redução dos microtraumas causados pelos exercícios, atenuando a fadiga muscular, melhorando a propriocepção e aumentando a potência muscular.

Esse contexto da compressão aparentemente popular e simples no desenvolvimento das roupas femininas vem recebendo muita atenção de médicos, fisiologista e fisioterapeutas. Testes com atletas e protocolos recentes começam a ganhar amplitude mundial com novas descobertas, como a de auxiliar atletas e praticantes de atividades físicas na sua recuperação após treinos ou mesmo durante as competições. O conceito da compressão começa a ser revitalizado, embora já seja um velho conhecido das mulheres mamães com as meias compressivas que melhoram a circulação nas pernas, roupas pós cirúrgicas, cintas modeladoras, etc.

Estudos feitos no Brasil pelo Dr. Turíbio Leite de Barros, do CEMAFE, comprovaram os efeitos positivos das bermudas de compressão que rapidamente migraram para outras atividades como ciclismo e corrida e principalmente o triatlo, em que o tecido Sportiva® Pro - desenvolvido sob a orientação do tricampeão brasileiro de Ironman Oscar Galindez - tem sido utilizado em larga escala.

A evolução não parou. Meias de compressão estão sendo utilizadas durante as provas de triatlo e um novo conceito de compressão, baseado nos conhecimentos adquiridos ao longo dos últimos anos, inspira os recentes modelos de roupas para diversas práticas. Esse conceito é conhecido como compressão gradiente e é utilizado no corpo inteiro. Camisetas e macaquinhos começam a fazer parte do novo cenário das competições como podemos observar nas recentes fotos em revistas e sites especializados.

Os primeiros estudos das bermudas sinalizaram que a compressão ideal para o vestuário esportivo era entre 6 a 8 mm de Hg (8 a 12 g/cm2). Essa referência ainda continua válida, mas para roupas de recuperação de corpo inteiro, esse valor deve estar distribuído em forma decrescente a partir do tornozelo em direção ao tórax, tecnologia similar à utilizada nas meias para circulação.  Nesse caso, a compressão na coxa, segundo recentes protocolos, atinge a faixa de 19 mm Hg (25 g/cm2). Algumas revistas internacionais já trazem propaganda de produtos esportivos com compressão na faixa de 30 mm Hg, mas desacompanhadas de comprovações científicas com credibilidade.

Esses estudos, ainda em fase inicial, também impactaram no design da roupa feminina e recentemente despertaram a curiosidade dos especialistas para investigar o balanço das mamas durante suas práticas esportivas, na academia ou nas competições, notadamente durante aquelas atividade de alto impacto como as corridas.

Nos esportes de alto impacto, a ocorrência de uma elevada oscilação das mamas pode ser responsável por dores em determinados músculos ou causar danos aos seios, questões que estudos recentes estão investigando. Com as informações disponíveis, já é possível entender que o uso de suporte ou top inadequado gera grandes desconfortos e dores nas esportistas ou em mulheres que começam a ingressar em uma vida mais ativa. Nível inadequado de suporte ou sustentação, marcas na pele provenientes de atrito dos tecidos ásperos com a pele e ainda, inconvenientes ardores nas regiões afetadas são algumas das reclamações que os tecidos tecnológicos devem solucionar para o público feminino.

José Favilla - consultor têxtil Santaconstancia
José Favilla - consultor têxtil Santaconstancia
02/dezembro/2010

VESTUÁRIO ESPORTIVO FEMININO: Os benefícios das novas tecnologias

 

A mulher ativa apresenta necessidades de conforto e funcionalidade nos tecidos e roupas que estão além daquelas que são utilizadas durante o dia a dia. Roupas com efeito bacteriostático (que não desenvolvem cheiro a partir do suor) já estão à disposição nos tecidos Basic® Biotech, BioSkin®, Leggerissimo® Pro e X-Bio®.

Tecidos tecnológicos, principalmente com poliamida, são fáceis de lavar, consomem pouca água e não precisam ser passados (conceito easy-care - fácil manutenção da roupa), uma economia de tempo que pode ser utilizado para outras atividades, visando o bem-estar da mulher.

Os cabelos e a pele feminina recebem impecáveis tratamentos, hidratação e muitos testes com produtos que melhor se adaptem. Igualmente deve ocorrer com o cuidado com as roupas e tecidos que irão cobrir essa pele tão disciplinadamente tratada.

Para climas tropicais como o brasileiro, a hidrofilidade equilibrada da poliamida favorece o gerenciamento da umidade natural do corpo. Essa fibra é mais amigável à pele graças a sua leveza e toque macio. Por outro lado, tecidos com poliéster esquentam muito e causam atrito e os de algodão não são apropriados para as atividades físicas, pois encharcam e demoram a secar. Devido a estes atributos, a poliamida tem acompanhado as roupas femininas ao longo do tempo, desde sua invenção - nos anos 40 - para as meias-calças até dias atuais nas roupas íntimas e esportivas. Tecidos como o Leggerissimo®, Eclet Plus®, Ultra® e Authentic® feitos com o fio de poliamida SUPPLEX®* são bons exemplos desta evolução.

O gerenciamento da umidade é muito importante em ambientes quentes, assim como o isolamento térmico em dias frios. Esses dois mecanismos auxiliam o corpo na manutenção de sua temperatura ideal. Tecido, pele e meio ambiente sempre estão em interação e esta relação é conhecida como fisiologia do vestuário.

Em dias mais frios, a recomendação é vestir várias camadas de roupas texturadas e compactas, como o Light®, X-Bio® e o Leggerissimo®, capazes de formar um colchão de ar entre elas. O ideal é que tecidos que ficam em contato com o meio ambiente tenham efeito corta-vento como é o caso do Tafetá Cristal® e do Techno®. Em situações de frio extremo como viagens para lugares com neve, roupas com alto nível de isolamento térmico e proteção devem ser usadas para evitar hipotermia.

Já ambientes quentes exigem tecidos com alta porosidade como o Leggerissimo® Pro e Bioskin®, mas cuidado em ambientes externos e para aquelas de pele sensível. Recomendam-se tecidos com proteção contra os raios UVA e UVB, como o Basic® Biotech e o X-Bio® para a parte superior e leggings de Authentic®, Sportiva Pro®, Eclet Plus® ou Ultra®. Este tipo de vestuário deve ter modelagem apropriada, como mangas longas, bonés ou chapéus com abas corretas para propiciar boa proteção. Já existem no Brasil marcas especializadas nesse tipo de roupa.

Para aquelas mulheres que gostam de natação ou que procuram por maiôs ou biquínis que tenham resistência ao cloro, a grande novidade é o tecido Acquos®, ideal para esportes aquáticos, graças a um novo material recentemente inventado pela empresa Dow Química, o XLA. Um efeito wetfit é incorporado a este tecido fazendo com que ele se ajuste ao corpo, evitando as indesejáveis “bolsas d’água”. Para as mamães com filhos que estão na escolinha de natação, o Acquos® também é uma ótima opção. Ele tem uma prolongada durabilidade e é extremamente confortável tanto para as roupas como para toucas, que certamente não incomodarão as crianças.

José Favilla - consultor têxtil Santaconstancia
José Favilla - consultor têxtil Santaconstancia
02/dezembro/2010

VESTUÁRIO ESPORTIVO FEMININO Suas exigências e particularidades

 

A atividade física regular com o objetivo de seguir um estilo de vida mais saudável tem continuamente atraído as mulheres para as práticas esportivas.  Embora uma significativa parte delas opte por esforços de média intensidade somente pelo bem estar, um número crescente treina e compete regularmente e algumas são atletas. Independente do nível de preparação física, essas mulheres ativas e envolvidas com diferentes modalidades esportivas têm exigido inovação, conforto e funcionalidade em suas roupas, que devem se adaptar às necessidades contemporâneas.

Um vestuário esportivo adequado exerce um papel importante e deve corresponder ao estilo de vida da mulher moderna: agitado e saudável. Deve ainda ser desenvolvido com a percepção dessa mulher, ou seja, levando em conta suas ca-

racterísticas físicas, biológicas e principalmente psicológicas, oferecendo respostas diferenciadas que auxiliem em sua busca por equilíbrio, harmonia e melhor expressão de sua aparência e beleza.

O conforto é um atributo fundamental neste contexto e está diretamente associado às funções fisio-

lógicas do corpo. O bem estar durante o uso é uma complexa equação que envolve diversos aspectos da roupa como termorregulação, sensação tátil, aspectos ergonômicos e conforto psicológico, que na mulher tem características distintas em relação ao homem.

Além das preferências pessoais, os atributos tecnológicos das roupas devem considerar exigências específicas. O fato, por exemplo, das mulheres terem comportamentos cíclicos (e não lineares, como os homens) exige respostas diferentes também em relação aos tecidos. As diferenças físicas e biológicas associadas às alterações hormonais também influenciam em seu ritmo durante as atividades físicas e têm relação direta com dois aspectos da roupa: gerenciamento térmico e o conceito da compressão (ver adiante).

Particularidades como maior sensibilidade térmica e sustentação na região das mamas exigem tecidos com refinadas estruturas e que ofereçam mais conforto e segurança. Esses tecidos também devem estar em sintonia com a moda e o estilo de vida, além de serem leves, compactos, sem transparência, proporcionando “efeito firmador” - modelando glúteos e coxas - e, por que não dizer?, “dar uma mãozinha” no disfarce de alguns sinais de celulite. Roupas e tecidos estão diretamente envolvidos com a pele da mulher e devem atender suas necessidades de forma confortável, funcional e em ligação com seu universo e conceito de autoestima.

José Favilla - consultor têxtil Santaconstancia
 

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