Um tecido adequado para as práticas esportivas femininas deve propiciar sustentação das mamas, mantendo coxas e glúteos firmes e não marcar, que na linguagem feminina significa ocultar eventuais sinais da vilã celulite ou gorduras localizadas. Para propósitos como esses, os tecidos devem ter um efeito de sustentação, isto é, com moderada compressão como o Eclet Plus®. Caso o clima seja muito quente, versões mais leves, como o Authentic®, têm preferência das consumidoras.
Começando uma caminhada ou em práticas mais moderadas, roupas com menos benefícios tecnológicos são perfeitamente aceitas, porém devem ter conforto e liberdade de movimento como atributos obrigatórios.
Com maior poder de compressão, o tecido Ultra® é o preferido daquelas que desejam efeito firmador nas pernas e seios e ter mais segurança durante a prática. É ideal também em climas mais frios. Essa tecnologia de compressão agrega um efeito firmador; os estudos têm comprovado sua eficácia na redução dos microtraumas causados pelos exercícios, atenuando a fadiga muscular, melhorando a propriocepção e aumentando a potência muscular.
Esse contexto da compressão aparentemente popular e simples no desenvolvimento das roupas femininas vem recebendo muita atenção de médicos, fisiologista e fisioterapeutas. Testes com atletas e protocolos recentes começam a ganhar amplitude mundial com novas descobertas, como a de auxiliar atletas e praticantes de atividades físicas na sua recuperação após treinos ou mesmo durante as competições. O conceito da compressão começa a ser revitalizado, embora já seja um velho conhecido das mulheres mamães com as meias compressivas que melhoram a circulação nas pernas, roupas pós cirúrgicas, cintas modeladoras, etc.
Estudos feitos no Brasil pelo Dr. Turíbio Leite de Barros, do CEMAFE, comprovaram os efeitos positivos das bermudas de compressão que rapidamente migraram para outras atividades como ciclismo e corrida e principalmente o triatlo, em que o tecido Sportiva® Pro - desenvolvido sob a orientação do tricampeão brasileiro de Ironman Oscar Galindez - tem sido utilizado em larga escala.
A evolução não parou. Meias de compressão estão sendo utilizadas durante as provas de triatlo e um novo conceito de compressão, baseado nos conhecimentos adquiridos ao longo dos últimos anos, inspira os recentes modelos de roupas para diversas práticas. Esse conceito é conhecido como compressão gradiente e é utilizado no corpo inteiro. Camisetas e macaquinhos começam a fazer parte do novo cenário das competições como podemos observar nas recentes fotos em revistas e sites especializados.
Os primeiros estudos das bermudas sinalizaram que a compressão ideal para o vestuário esportivo era entre 6 a 8 mm de Hg (8 a 12 g/cm2). Essa referência ainda continua válida, mas para roupas de recuperação de corpo inteiro, esse valor deve estar distribuído em forma decrescente a partir do tornozelo em direção ao tórax, tecnologia similar à utilizada nas meias para circulação. Nesse caso, a compressão na coxa, segundo recentes protocolos, atinge a faixa de 19 mm Hg (25 g/cm2). Algumas revistas internacionais já trazem propaganda de produtos esportivos com compressão na faixa de 30 mm Hg, mas desacompanhadas de comprovações científicas com credibilidade.
Esses estudos, ainda em fase inicial, também impactaram no design da roupa feminina e recentemente despertaram a curiosidade dos especialistas para investigar o balanço das mamas durante suas práticas esportivas, na academia ou nas competições, notadamente durante aquelas atividade de alto impacto como as corridas.
Nos esportes de alto impacto, a ocorrência de uma elevada oscilação das mamas pode ser responsável por dores em determinados músculos ou causar danos aos seios, questões que estudos recentes estão investigando. Com as informações disponíveis, já é possível entender que o uso de suporte ou top inadequado gera grandes desconfortos e dores nas esportistas ou em mulheres que começam a ingressar em uma vida mais ativa. Nível inadequado de suporte ou sustentação, marcas na pele provenientes de atrito dos tecidos ásperos com a pele e ainda, inconvenientes ardores nas regiões afetadas são algumas das reclamações que os tecidos tecnológicos devem solucionar para o público feminino.