01/dezembro/2010

Diferenças fisiológicas entre homem e mulher

Diferenças anatômicas

Em geral, as mulheres possuem uma menor densidade óssea e menor índice de massa corporal quando comparadas com os homens.

A pelve da mulher é mais larga e redonda que a dos homens. Isso leva a uma anteriorização do plano criado entre o fêmur e a tíbia (chamado ângulo Q). Disso resulta: a aproximação dos joe-lhos, afastamento dos tornozelos e pronação dos pés. No joelho, esse aumento do ângulo Q favorece uma força de contração do músculo vasto lateral maior do que a do músculo vasto medial e pode predispor a lesões na articulação fêmoro-patelar como instabilidades, dor lateral e luxações.

Nas mulheres, ocorre uma diminuição da distância intercondilar do joelho, o que pode favorecer a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA).

No pé ocorre uma maior incidência de hálux valgo (joanete) e deformidades dos pequenos dedos (calosidades). Ambos podem ser relacionados também a condições hereditárias e uso de calçados inadequados (salto alto, ponta fina).

As mulheres apresentam um menor tamanho e volume muscular, o que diminui a estabilização dinâmica em articulações maiores, como o ombro e o joelho.

Os hormônios apresentam um papel fundamental na estabilidade ligamentar e tendinosa.

A relaxina contribui para uma maior frouxidão dos ligamentos e tendões nas mulheres. Como resultado, as mulheres apresentam uma maior frouxidão ligamentar, o que pode favorecer o apa-

recimento de quadros de instabilidade.

Anatomicamente são ainda notáveis:

• menor cavidade toráxica;

• menores pulmões;

• menores proporções cardíacas.

Estas características anatômicas contribuem para diferenças fisiológicas:

• menores capacidades aeróbicas e anaeróbicas;

• menor taxa de metabolismo basal;

• menor massa muscular por peso corporal;

• maior percentual de gordura corporal.

O tecido adiposo, importante para muitas funções no organismo, é um tecido pouco ativo metabolicamente, isto é, consome pouca energia. Já o tecido muscular, geralmente maior nos homens em relação às mulheres, é um tecido com alta atividade metabólica e fundamental para prática esportiva. Desta forma, a mulher apresentará um gasto energético menor que o homem para uma mesma atividade, necessitando portanto uma menor ingestão calórica para reposição da energia gasta.

Em atividades onde a sustentação do corpo é necessária, a maior quantidade de gordura corporal pode interferir negativamente para alcance de melhor performance.

Na natação, porém, a sustentação do corpo é atenuada pela água, e a maior flutuabilidade da gordura em relação à massa muscular pode resultar em vantagem. A característica distribuição da gordura corporal na mulher facilita a manutenção de uma posição mais hidrodinâmica, diminuindo o arrasto da nadadora e podendo interferir também com favorecimento da performance feminina, especialmente em provas de longa duração.

Ao avaliarmos a capacidade aeróbia (VO2 Máximo), o “fôlego”, das mulheres, é notável uma média de 15 a 30% inferior ao valor estimado para os homens. Neste caso, além do fator desfavorável da gordura corporal, pode-se destacar também a importância da menor concentração de hemoglobina sanguínea nas mulheres.

A hemoglobina é a substância responsável pela maior parte do transporte do oxigênio dos pulmões para os músculos em atividade. Durante atividades aeróbias (corrida, natação, ciclismo etc.) a necessidade de oxigênio exigida pelas células musculares aumenta em várias vezes, sendo que com a menor concentração de hemoglobina o aporte de oxigênio para as células é menor, resultando em menor capacidade aeróbia da mulher quando comparada ao “homem idêntico”. É importante destacar que um dos principais componentes da hemoglobina é o mineral ferro (Fe), sendo que sua deficiência no organismo pode resultar na conhecida anemia, ou mais especificamente Anemia Ferropriva.

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