Testes Científicos

sta.
23/março/2011

iWalk test: bem-estar, conforto e funcionalidade

A crescente busca pelo conforto e bem-estar tem nos conduzido a buscar a atividade esportiva como alternativa para uma vida mais saudável e aprazível. Isso impulsiona o crescimento de diversas práticas que vão desde os esportes de alto nível competitivo até aqueles para um preparo físico regular.

As práticas esportivas, além de sua contribuição para a saúde de uma forma geral, têm conquistado adeptos devido ao reconhecimento dos significativos ganhos em bem-estar e melhor preparação física para enfrentar os altos níveis de stress a que somos submetidos em nosso cotidiano cada vez mais agitado e desgastante. Dentre tais práticas, corridas e caminhadas vêm ganhando a simpatia da população. No caso específico da caminhada, ela já faz parte da rotina de inúmeros praticantes que diariamente frequentam os parques públicos pelas manhãs e ao anoitecer.

O significado de conforto é abrangente e pode ser dividido em dois aspectos: térmico e psicológico. Enquanto o primeiro depende da interação entre corpo, pele e ambiente, o segundo é sinônimo de uma sensação geralmente intangível. Falar em conforto psicológico em uma roupa esportiva é considerar características como nível de transparência, cor, modelagem etc., enfim, tudo que está além de funcionalidades como troca térmica, ausência de malcheiro, proteção UV, praticidade no cuidado e principalmente contato com a pele.

As diferentes práticas exigem tecidos apropriados e adequados ao nível de intensidade da atividade. O crescimento da caminhada gradativamente foi revelando a necessidade e o desejo dos consumidores por roupas esportivas mais específicas e confortáveis, notadamente as camisetas, até então ásperas e inadequadas. Aquela velha camiseta de algodão que encharca e demora para secar e o poliéster áspero, que fica com cheiro desagradável e que irrita a pele, começam a ser rejeitado.

Esse desejo dos consumidores conduziu a Santaconstancia a buscar novas alternativas de materiais e tecidos, bem como a pesquisar junto ao CEMAFE tecidos que pudessem atender tais necessidades, considerando aspectos não somente de conforto térmico e psicológico, mas também entendendo os aspectos fisiológicos necessários para uma camiseta apropriada para as caminhadas. Foi assim que nasceu o protocolo do iWalk test.

iWalk test - buscando a camiseta ideal para caminhada.
Para testar diferentes camisetas em relação ao conforto e aspectos fisiológicos, o Dr. Turíbio Leite de Barros fez um estudo de caso com a peregrina Kátia Esteves, detentora
de uma invejável marca próxima aos 20.000 km, boa parte deles no caminho de Santiago de Compostela.

Vários tecidos da Santaconstancia como o já reconhecido Leggerissimo Pro® (desenvolvido para corridas) e o recente Sense Duo® foram testados em comparação com algodão, poliamidas do mercado, poliéster e outros.

Os testes consideraram, além de freqüência cardíaca, a percepção subjetiva de conforto e esforço, o nível de desidratação, a retenção de suor e a temperatura de superfície corporal através de registros termográficos.

Embora o Leggerissimo Pro® tenha sido apontado como o preferido no quesito conforto e troca térmica, o Sense Duo® teve um comportamento de maior isolamento térmico, sendo sua utilização indicada para ambientes mais frios, além da proteção solar UVA e UVB 45,
valor considerado excelente.

Tecnicamente, a preferência pelo conforto do Leggerissimo Pro® tem direta relação com seu baixo peso e alta capacidade de troca térmica, características ideais para longas caminhadas, como confirmada pela voluntária.

Enquanto o Leggerissimo Pro® foi o preferido para longas caminhadas, o Sense Duo® é uma excelente opção para as caminhadas diárias, pois na presença de umidade ele
não dá aquela sensação de frio com o vento - sua textura possui uma camada de ar no interior das fibras.

Como pode ser percebido, o ambiente e a intensidade da prática certamente devem ser considerados na escolha da camiseta ideal para as caminhadas. Sense Duo® ou Leggerissimo Pro® são opções tecnológicas, modernas, confortáveis e de fácil manutenção (easy-care).
 

sta.
sta.
23/março/2011

IFIT - Nova tecnologia de tecidos com fio XLA® está redefinindo conceitos de conforto e desempenho durante as práticas esportivas

Após um notável período carente de significativas inovações tecnológicas nas matérias primas têxteis, recentemente foi descoberto um novo fio de nome genérico LASTOL que vem redefinindo conceitos de flexibilidade e conforto na produção de tecidos e roupas esportivas.

Comercializado com a marca XLA® pela empresa Dow Química, inventora e proprietária da marca, o LASTOL é uma fibra sintética à base de poliolefina. O polímero das poliolefinas é formado por ligações de carbono e hidrogênio de cadeias abertas alifáticas que conferem ao material uma superfície hidrofóbica, repelente à água.

Graças à flexibilidade desta fibra, que suporta um alto nível de esticamento no interior de suas moléculas, uma fantástica sensação de bem estar é percebida durante o uso. Suas características únicas agregam um excepcional conforto, funcionalidade e diferenciado nível de ajuste das roupas, mesmo quando coladas ao corpo. Esse atributo é particularmente importante em esportes que exigem roupas justas ao corpo, mas que sejam confortáveis, que não comprometam o desempenho, a troca térmica e os movimentos.

O ajuste inteligente que propicia à roupa moldar-se ao corpo sem comprimir, batizado de iFit®, vem gradativamente ganhando espaço e tem sido considerado ideal em esportes
sensíveis a aerodinâmica, como Bike, Windsurfe e outros. Essa funcionalidade pode ser encontrada nos tecidos X-Bio® e X-Pro® da Santaconstancia, desenvolvidos para usos múltiplos, entre eles camisetas, leggings, bermudas e macaquinhos.

O Techno®, um tecido plano com XLA®, foi desenvolvido pela Santaconstancia para agasalhos leves, jaquetas, shorts, calças e blusas “corta-vento”. A incorporação do Lastol na sua composição permitiu um visual totalmente novo e agregou o ajuste inteligente, já que para esses usos os tecidos planos até então eram rígidos e inviabilizam um ajuste perfeito e maior liberdade de movimentos.

Testes de uso com atletas de elite trouxeram uma importante redefinição nos conceitos incorporados pelo XLA em roupas esportivas, entre elas a clara percepção de funcionalidade entre elasticidade com compressão e ajuste com flexibilidade. Outra nítida definição é que ambas são importantes e necessárias e dependem do tipo de atividade esportiva, do momento de sua utilização (durante ou após prática), da funcionalidade requerida e principalmente de qual parte do corpo deverá vestir.

Para os esportes aquáticos, as características do XLA® agregam um excepcional conforto ao modelar-se suavemente ao corpo quando molhado, chamado de efeito Wet Fit®. A diferenciada flexibilidade do LASTOL associado a sua propriedade hidrofóbica que repele a água da fibra possibilita um perfeito ajuste ao corpo, evitando a formação de bolsas e maximizando o conforto durante o uso. Sua resistência ao cloro, que não degrada o XLA®, possibilita ainda maior durabilidade da peça e consequente ajuste ao corpo ao longo do tempo.
A perfeita combinação do XLA® com poliamida de última geração tecnológica tornou possível o desenvolvimento do tecido Acquos®, da Santaconstancia, ideal para natação e práticas aquáticas.

O efeito Wet Fit® propiciado pelo XLA® no tecido Acquos® possibilita ainda um melhor deslize na água, pois o ajuste junto ao corpo atenua a formação de bolsas de ar no interior da roupa, diminuindo o coeficiente de arrasto.A sensação única ao utilizar-se uma roupa com o efeito Wet Fit® é como se nada estivesse atrapalhando os movimentos ou incomodando durante o uso. Seu ajuste é suave e não comprime exageradamente a pele.

Dicas para natação

1. A desidratação pode ocorrer mesmo você estando dentro da água. Por isso, não deixe de fazer paradas regulares para ingerir líquidos ao longo do treino.

2. O ideal é ingerir cerca de 500 ml de líquidos por hora de treino.

3. O uso de repositores hidroeletrolíticos é importante, pois ajuda a regularizar o teor de sais em esforços físicos intensos.

4. Os eletrólitos, especialmente sódio e potássio, estão presentes na composição das chamadas sport drinks, que são importantes para a recomposição da perda desses elementos durante a        natação e para a reidratação.

5. O consumo de bebidas com carboidratos não deve ultrapassar uma concentração de 8% para evitar transtornos gastrointestinais. Pode-se usar maltodextrina e dextrose.
6. Faça da sua garrafinha sua melhor companheira.

7. Faça a ingestão ao longo do dia de água pura.

8. É importante seguir uma dieta balanceada e suprir as necessidades de nutrientes de seu corpo, pois a natação é um esporte que demanda bastante energia.

9. O descanso após os treinos também é fundamental.

10.O ideal é dormir regularmente de 8 a 10 horas por dia.

sta.
José Favilla
11/fevereiro/2011

ROUPAS ESPORTIVAS COM POLIAMIDA

Amigável para a pele, mas diferenciada na lavagem

A poliamida é uma designação genérica para uma família de polímero químico sintético inventado pela DUPONT em 1935. Como fibra sintética, a poliamida é considerada uma das mais amigáveis para a pele. Sua utilização desde os primórdios de produção em escala comercial sempre tem sido preferida quando existe o contato direto do tecido com a pele, como no caso de meias femininas, linha íntima, praia e roupas esportivas.

Sua maciez, flexibilidade e hidrofilidade equilibrada conferem um notável conforto durante o uso. Entretanto, devido sua estrutura e características químicas inerentes da fibra poliamida, exige alguns cuidados durante sua utilização e lavagem para evitar perda ou desbote prematuro das cores e tonalidades vibrantes que propicia.

Uma roupa feita com poliamida e mais particularmente aquelas destinadas a atividades físicas, que na maioria das vezes interagem fisiologicamente com o corpo, merecem atenção e devem ser consideradas como parte do equipamento para prática esportiva.

Procedimentos simples ao lavar a roupa após o uso utilizando sabão líquido neutro ao invés dos tradicionais tipos em pó prolongam a beleza e vida útil e beleza da roupa.

A forma de armazenamento e lavagem tem influencia direta na durabilidade das peças. Algumas dicas úteis como as que seguem abaixo auxiliam na boa manutenção das roupas feitas com poliamida, aumentando a sensação de conforto durante o uso e após as sucessivas lavagens.

Cuidando corretamente da roupa feita com poliamida

Objetivando informar clientes e usuários sobre como cuidar de suas roupas com poliamida, principalmente as esportivas, a Santaconstancia preparou um guia prático disponibilizados ao mercado, veja as imagens.

José Favilla
sta.
18/janeiro/2011

Os fundamentos básicos de um top esportivo.

Um dos cuidados que a mulher deve tomar ao praticar esportes é com o suporte adequado para os seios, para evitar dores e incômodos. Embora o visual dos tops seja importante, o fundamental é que sejam confortáveis, acompanhando as dimensões do corpo. Produtos que utilizam tabela de medidas padronizada, relacionando os tamanhos com as medidas da mulher, facilitam bastante o processo de escolha. O ideal é ficar de olho nas embalagens para escolher o tamanho correto.

O modelo estruturado ajustável é melhor que o de compressão, pois minimiza o balanço dos seios durante as atividades. A modelagem deve combinar tecidos sem elasticidade na parte frontal e interna e tecidos elásticos nas laterais (costas). Uma atenção especial à faixa inferior, que não deve ser muito justa nem muito solta, também é recomendada. A elasticidade deve ser horizontal, pois a vertical não limita o balanço dos seios, e seu tecido não deve ser muito justo nem estar em contato com a pele, o que prejudicaria no quesito conforto. Para as costas, modelagem em X ou nadador são as melhores.

A compressão confortável é outro ponto importante. Um tecido leve, compacto e com boa respirabilidade é sempre a melhor opção. Um erro comum é confundir sustentação com compressão, buscando o top que mais aperte as mamas, mas isso pode causar muita dor e desconforto. A sustentação adequada vem da combinação de modelagem apropriada, na maioria das vezes com baixo nível de elasticidade, e tamanho correto. Evite ao máximo tecidos grosseiros e pesados, assim como modelos com bojos, que criam obstáculos à respiração e geram calor durante os exercícios.

Quanto maior o busto e mais intensa a atividade, maior a necessidade de sustentação. Dependendo da atividade, o top deve ter painéis de ventilação para evaporação do suor, minimizando o efeito úmido colante, que irrita a pele, principalmente os seios, onde há grande acúmulo de água. A ventilação é feita preferencialmente com tecidos porosos ou vazados.

O tecido deve ser de toque agradável, respirável e não irritar a pele. Não pode desenvolver cheiro, provocado pela proliferação de bactérias a partir do suor. Os tecidos com efeito iFit (ajusta sem apertar) são os mais indicados. Para conforto, prefira a poliamida com efeito bacteriostático. Uma excelente indicação é combinar os tecidos Acquos® e Leggerissimo Pro®, da Santaconstancia.
Antes de comprar qualquer top esportivo, experimente e se possível, teste o nível de sustentação, se é adequado para a prática esportiva desejada.

Resultados
As variáveis impactantes no desconforto da mama durante a prática da corrida são: dor miofascial, oscilação da mama, troca de calor, atrito e ardor.

Estudo do impacto da corrida no desconforto da mama feminina.
O iTop® foi um projeto desenvolvido para o estudo e entendimento dos fatores de impacto da prática esportiva no desconforto das mamas femininas. Em uma primeira fase foi realizado o levantamento das queixas mais comuns em relação às medidas dimensionais e volumétricas das participantes e sobre o uso do suporte específico para as mamas das corredoras assíduas de São Paulo. Na segunda fase, o iTop® concentrou-se na avaliação das diferentes variáveis previamente relacionadas (oscilação da mama, dor miofascial, atrito mama-top, troca térmica, parâmetros cárdio-respiratórios) com o uso de diferentes tipos de peças de sustentação das mamas durante a corrida. A partir da análise dos resultados colhidos neste estudo, pôde-se constatar que os tops de sustentação podem influenciar na ocorrência de dor miofascial, no músculo trapézio, nas abrasões e irritações da pele e nos mamilos, na oscilação do movimento das mamas e na troca de calor com o meio ambiente quando da corrida feminina.
Dois aspectos também avaliados, mas que não evidenciaram influência significante dos diferentes tops, foram a função respiratória e o consumo de oxigênio no esforço submáximo.

Metodologia
Um questionário direto qualitativo foi realizado com mulheres atletas, praticantes de corrida com regularidade frequente, residentes na cidade de São Paulo, verificando dados biométricos e demográficos, relação com a atividade esportiva e desconfortos provenientes da corrida. Com isso, o iTop® determinou o perfil de público, caracterizando a amostra pesquisada e verificando correlações para posterior estudo de possibilidades. Foram realizados a seguir os testes comparativos com diferentes tops de sustentação para análise das diferentes variáveis relacionadas: oscilação da mama, troca térmica, dor miofascial, atrito e abrasão, função respiratória e consumo de oxigênio no esforço submáximo. Em virtude de dificuldades práticas para realização do exercício sem o uso de top de sustentação (mamas livres), o estudo adotou o sutiã sem costura, não esportivo, como controle e comparação mais fidedigna à situação inicialmente proposta.  Após testes preliminares de sua ação de contenção de movimento, retenção de calor, indução ao atrito e alteração de sensibilidade, além de influência nas variáveis cárdio-respiratórias durante a corrida, foram comparados nas mesmas situações biomecânicas das mesmas corredoras sob mesmas condições ambientais de umidade relativa do ar e temperatura ambiente, com os modelos de sutiã esportivo e top esportivo, tecnicamente reconhecidos no mercado especializado e adquiridos conforme as medidas específicas das voluntárias.

Dinâmica do Movimento
A oscilação da mama foi relatada como fator de desconforto durante o exercício, tanto pela sensação de aceleração quanto pela relação com outros itens relatados (atrito, dor, estética etc.).
A movimentação da mama é indicada com base num ponto fixo no mamilo (C) em relação a outros dois pontos, um no próprio corpo (A) e outro ponto fixo externo (P). Foram analisados os movimentos em três eixos/dimensões da mama, através da filmagem dinâmica de marcadores referenciais em duas posições de câmera, frontal e lateral (altura H).
O movimento da mama é atenuado com o uso de suporte, não apresentando alteração significativa no desenho do traçado do ponto de referência com os diferentes suportes testados.
O resultado do uso dos suportes específicos testados em relação à contenção do movimento foi positivo em todas as variáveis direcionais.

Troca de calor
A corrida é uma atividade de alta geração de calor e que exige uma perfeita dissipação deste para manutenção do equilíbrio térmico. Os tecidos utilizados na fabricação dos suportes das mamas exerce uma função importante em relação à sensação de conforto térmico, assim como de segurança psicológica. Para observação do comportamento térmico e influência dos diferentes tipos de tecidos na temperatura corporal, foram realizadas ao longo dos testes filmagens com câmera termográfica para avaliação das diferenças de temperatura em relação ao corpo e tecido. Embora o top esportivo tenha apresentado melhores resultados, quando da análise da variável da oscilação das mamas demonstrou indícios de maior dificuldade no controle da troca térmica. Observou-se em vivo a importância do equilíbrio necessário entre modelagem adequada e um  tecido que permita à pele exercer suas funções de troca térmica nas atividades de alto impacto e produção de calor, como é a corrida.

Após o término do teste, as voluntárias foram questionadas diretamente sobre características de sensibilidade pessoal relativas aos suportes testados, verificando adequação do tecido e de sua construção ao uso para prática esportiva segundo sua percepção pessoal, sem considerar comparação entre os modelos. Entre os comentários apontados destacamos diferentes respostas como excessiva transparência, sustentação inadequada, desagrado estético, difícil ajuste, sensação de aperto e sensação de calor.
    
Dor Miofascial
A síndrome dolorosa miofascial (SDM) é uma das causas mais comuns de dor músculo-esquelética: é uma condição dolorosa regional caracterizada pela ocorrência de bandas musculares tensas, nas quais se identificam áreas hipersensíveis, os pontos gatilho (PG) - que estimulados por palpação digital geram dor localmente, à distância ou dor referida.
O estudo foi focado no trapézio, por ser o músculo com maior incidência de dor miofascial, responsável pela movimentação e estabilização da escápula e pela extensão das colunas cervical e torácica, além de sua relação com o apoio das alças e da facilidade técnica de mensuração.

Em todos os suportes analisados, o ponto B apresentou maior variação no limiar de dor entre os exames pré e pós corrida, indicando potencial associação com desconforto pela prática de corrida.
Ficou evidente neste estudo que o uso de suportes esportivos apresenta significativa diminuição na sensibilização à dor em todos os pontos estudados, sendo que o impacto foi maior e mais marcante no ponto C. O top esportivo apresentou resultado significativamente melhor que o sutiã esportivo na atenuação da dor miofascial após a prática da corrida.

Achados dermatológicos (atrito/abrasão)
As participantes foram orientadas a permanecer 2 horas sem top ou sutiã, para eliminar marcas na pele, e submetidas a exame clínico dermatológico para classificação quanto ao fototipo e detecção de lesões pré-existentes no local de contato com os tops em estudo.

Foram obtidas 6 fotografias de cada uma das voluntárias com o dorso nu, antes da colocação do top e imediatamente após a corrida. As imagens foram analisadas por um dermatologista, que avaliou a eventual presença de eritema nos locais de atrito dos tops para considerar a presença de alterações dermatológicas na pele.

Todos os suportes em estudo apresentaram evidências de eritema nos ombros, ao redor do torax, próximo da mama e ou trapézio com variáveis intensidades nas distintas topografias. Confirmamos a importância da interação equipamento-corpo na gênese de desconfortos relacionados com o atrito.

Função cardio respiratória
Foram medidas a alteração na capacidade pulmonar e as frequências respiratória e cardíaca durante a prática de exercício. Mesmo com algumas voluntárias relatando alteração na percepção de “pressão” da caixa torácica com o uso de alguns suportes mais estruturados, os testes realizados em repouso e com trinta minutos de corrida não indicaram mudanças significativas nas variáveis metabólicas e ventilatórias das atletas relacionadas com o uso de nenhum dos suportes testados, não permitindo apontar situação preferencial de uso de suporte em relação aos parâmetros fisiológicos.

sta.
sta.
18/janeiro/2011

A compressão no desempenho e na recuperação do atleta.

A recente mudança de rota nos desenvolvimentos das novas roupas considera o corpo humano como ponto de partida para buscar o tecido ideal para o esporte e lazer. Se antes a roupa era produzida para vestir o corpo, atualmente a máxima é perguntar qual a necessidade do corpo em relação ao vestuário e à atividade, evidentemente sem abrir mão da estética.
Essa é a principal razão pela qual a Santaconstancia optou pela introdução do conceito OminiLab®, onde atletas, médios, fisiologistas e profissionais do esporte atuam de forma coordenada com sua engenharia de produtos na pesquisa e no desenvolvimento de novos tecidos que possam agregar conforto, funcionalidade e bem estar aos usuários.
Novos estudos começam a indicar que roupas mais justas ao corpo propiciam melhor aerodinâmica, bem como proveem um melhor equilíbrio térmico, pois aquecem de forma mais rápida e regular os grupos musculares.

Na recuperação de atletas, tem se mostrado eficiente a utilização por tempo prolongado (6 a 8 horas diárias) de roupas com compressão ativa gradiente, ou seja, que cobrem todo o corpo com nível de compressão maior na parte inferior (tornozelo e panturrilha) diminuindo gradativamente até a região do tórax.
Para esta finalidade, os tecidos devem propiciar compressão adequada durante e após treinos ou provas, aumentando a resposta muscular e o fluxo sanguíneo para oxigenação. A perfeita combinação de uma compressão tridimensional associada ao design da roupa tem como objetivos acelerar as respostas de regulação térmica e o decréscimo na CK (creatina-quinase) durante o esforço e pós-prática, auxiliando na recuperação e atenuando as dores musculares provenientes dos microtraumas.

Com base nessas recentes descobertas e com o surgimento de novas matérias primas foi estabelecido um novo protocolo entre a Santaconstancia e o CEMAFE, liderado pelo Dr. Turíbio Leite de Barros. O trabalho objetiva aprofundar as pesquisas e verificar novas possibilidades e benefícios no uso do efeito compressivo nas roupas esportivas durante e após as práticas esportivas.
Alguns entendimentos iniciais já foram comprovados. O tecido de compressão deve ter um nível apropriado de elasticidade, moldabilidade ao corpo e grau de compressão diretamente correspondente aos níveis requeridos nas distintas práticas esportivas ou ao uso a que se destina, inclusive no descanso entre treinos e provas.

O conforto é um atributo dinâmico e tem direta relação entre o nível de exigência a que o corpo é submetido e ao tipo de atividade física, bem como ao ajuste da roupa junto ao corpo e seu deslize sobre a pele, Sendo assim, o tecido exerce um papel de extrema relevância no conforto e nível de esforço.
Após as investigações sobre o efeito compressivo foi possível concluir que os benefícios para as práticas esportivas já ocorrem quando determinados grupos musculares são exercitados sob certo nível de compressão, fixado neste trabalho, pioneiro no Brasil, entre 4 a 8 mm Hg (5 a 11 g/cm2).

Os conceitos advindos das meias medicinais acompanham critérios idênticos de categorização desses segmentos onde o perfil de compressão gradiente já é conhecido, e são divididos em produtos para conforto (abaixo de 5 mm Hg); suporte suave (5 a 7 mm Hg), médio (5 a 10 mm Hg) e forte (entre 11 a 13 mm Hg); e as medicinais com valores acima de 15 mm Hg.
O conceito básico das meias medicinais fundamenta-se no princípio da compressão da circunferência dos membros e das veias superficiais. A redução no diâmetro das veias por consequência faz o sangue fluir mais rápido. Segundo especialistas, compressões abaixo de 20 mm Hg são preventivas e podem ser utilizadas por qualquer pessoa.
Os níveis de compressão ainda estão sendo testados e vários protocolos estão em andamento, objetivando determinar o máximo de desempenho com o mínimo de desconforto.

Roupas com compressão excessiva e com tecidos em poliéster podem gerar calor e desequilíbrio térmico durante os treinos e competições.
Os requisitos básicos que definem uma adequada roupa de compressão seguem os critérios de troca térmica com compressão adequada e o tecido igualmente deve oferecer um correto nível de compressão, determinado no momento de sua construção. Após a roupa pronta, a compressão deve estar apropriada para as práticas esportivas.

No caso em particular do tecido Compress® da Santaconstancia, desenvolvido para uso durante e pós-prática, sua construção permite que a roupa final tenha um grau de elasticidade de 360° para acompanhar as movimentações dos músculos, propiciando uma compressão forte, mas ao mesmo tempo flexível.
O tecido Compress® foi pesquisado e desenvolvido para proporcionar equilíbrio entre o efeito compressivo e troca térmica. Sua construção em malharia produzida com fio de poliamida e fio elastano de forma helicoidal (como o formato de uma mola) envolve a perna do atleta e garante uma confortável compressão durante e após uso.
Sua textura apresenta pontos mais salientes internamente para minimizar o contato do tecido com a pele, favorecendo a criação de um microclima estável e diminuindo o efeito úmido colante. Essas saliências são similares à superfície de uma bola de golfe, para minimizar o atrito e diminuir o arrasto, principalmente em relação ao vento.
Sua elasticidade e compressão foram pesquisadas simultaneamente em modelagens testadas por atletas, onde a principal preocupação foi encontrar o perfeito ajuste da roupa junto ao corpo no gradiente de compressão apropriado.

A escolha de uma roupa e seu tecido devem ser avaliadas criteriosamente para cada modalidade e a preferência do consumidor deve recair para aquelas que associam os tamanhos com base nas medidas do corpo. Lembre-se: a roupa esportiva deve ser tratada como parte do equipamento. Tecidos adequados à atividade propiciam práticas mais agradáveis com desempenho e conforto superior.

sta.
sta
18/janeiro/2011

Aerodinâmica e as roupas mais justas ao corpo

Correr com roupas coladas ao corpo melhora ou piora o desempenho? Elas ajudam ou atrapalham a termorregulação? O conforto fica comprometido pela limitação dos movimentos?
Quando avaliamos as roupas e a relação aerodinâmica, existe uma parede de ar que deverá ser atravessada, embora não seja muito comum pensar que ar ou vento possam ser barreiras a serem vencidas.

Em práticas de baixa velocidade e pouco vento essa barreira é imperceptível, mas em dias mais frios e de vento forte, a resistência do ar exerce uma força invisível em nosso corpo, afetando diretamente a troca térmica, isso sem considerar que a sensação térmica é sempre mais baixa na presença de frio e vento, bem como os riscos de hipotermia.
Essa resistência do ar pode ser traduzida como a força que ele exerce sobre nosso corpo em movimento, chamada de coeficiente de arrasto, que terá influencia direta no equilíbrio térmico e no gasto energético do esportista.

O desenvolvimento e as inovações nas roupas esportivas que utilizam esse conceito têm como principal objetivo reduzir seu efeito adverso - equipamentos e roupas que apresentem menor resistência possível em relação ao ar - consequentemente diminuindo ao máximo o consumo energético e melhorando o conforto térmico.
Portanto, roupas mais justas parecem aproximar-se mais dessa concepção de vestuário:

- Camiseta solta certamente terá maior arrasto.
- Quanto menor a área frontal, menor o esforço para se deslocar em relação à massa de ar, aumentando de forma considerável a resistência aerodinâmica quando se aumenta a velocidade.

O ajuste inteligente que propicia à roupa moldar-se ao corpo sem comprimir, batizado de iFit® pela Sta., vem gradativamente ganhando espaço e tem sido considerado ideal em esportes sensíveisa aerodinâmica, como ciclismo e windsurfe. Essa funcionalidade pode ser encontrada nos tecidos X-Bio® e X-Pro®, desenvolvidos para camisetas, bermudas, leggings, entre outros. Esse moldar sem apertar foi possível com o surgimento de uma nova matéria prima elástica à base de Lastol - o XLA® (marca registrada -  Dow Química).

Testes de uso com atletas de elite apresentaram uma redefinição nos conceitos de roupas esportivas elásticas e na percepção de funcionalidade entre elasticidade com compressão e ajuste com flexibilidade.

sta
sta.
18/janeiro/2011

iShirt®, o conforto térmico nos tecidos inteligentes.

iShirt test® camiseta ideal em diferentes situações de corrida
As práticas esportivas regulares conduzem ao refinamento perceptivo dos esportistas em relação ao seu corpo e suas reações fisiológicas, pois a repetição dos gestos - que muitas vezes beiram à exaustão - desenvolve um altíssimo senso cognitivo e uma sensibilidade em como melhorar o desempenho e minimizar os gastos energéticos.
Os esportes praticados por competição, para condicionamento físico ou simplesmente com objetivos de bem-estar exigem equipamentos e roupas adequadas. Contudo, nem sempre temos alcance a eles, por razões de oferta no mercado ou falta de informação adequada e verdadeira.

Dessa forma, a Sta. tem como premissas a Ciência e a Tecnologia para aprimorar tecidos, envolvendo profissionais renomados em suas competências, tais como médicos do esporte, fisiologistas e atletas para testar cientificamente as funcionalidades e benefícios desses equipamentos do vestuário esportivo.

Em parceria com o CEMAFE, nasceu o iShirt test® em sua primeira versão, que buscou responder quais eram os requisitos fisio-têxteis necessários para uma camiseta ideal de corrida. O resultado foi o desenvolvimento do tecido Leggerissimo Pro®, atualmente um consagrado campeão na preferência dos adeptos de corrida, graças a sua leveza, alta porosidade e troca térmica equilibrada.

sta.
 

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